LOMA Pedra Branca by DOM Senior Living inaugura novo modelo de moradia para longevidade em Santa Catarina
O Brasil está envelhecendo mais rápido do que se preparou para envelhecer. Dados recentes do IBGE mostram que a expectativa de vida voltou a crescer e já supera patamares históricos, impulsionada por avanços em saúde, urbanização e acesso à informação. Em Santa Catarina, estado com a maior longevidade do país, o fenômeno é ainda mais evidente e vem ampliando a discussão sobre como as cidades podem se preparar para uma população que vive mais e deseja envelhecer com autonomia, vínculo social e qualidade de vida.
É nesse contexto que o LOMA Pedra Branca by DOM Senior Living entra em operação, na Cidade Criativa Pedra Branca, em Palhoça, introduzindo no estado um conceito de moradia ainda pouco difundido no Brasil: o senior living. O modelo reúne residências privativas com serviços, programação de atividades e infraestrutura, projetadas para estimular independência, convivência e bem-estar na maturidade.
Desenvolvido em parceria entre a DOM Senior Living e a Hurbana – Cidade para as Pessoas, o empreendimento recebeu investimento de cerca de R$ 70 milhões e ocupa mais de 11 mil metros quadrados. O espaço reúne studios de 1 e 2 dormitórios, áreas de convivência, ambientes de bem-estar e espaços multiuso, pensados para incentivar o movimento, os encontros e uma vida ativa entre os moradores. A operação iniciou-se em março e já recebe seus primeiros residentes.
“O LOMA foi concebido para unir mobilidade, sustentabilidade e qualidade de vida. A Cidade Pedra Branca oferece uma infraestrutura urbana segura, acessível e rica em áreas verdes, o que favorece a socialização e a independência dos moradores”, destaca Marcelo Gomes, presidente da Hurbana – Cidade para as Pessoas e investidor do projeto.
O que é senior living
O conceito de senior living tem origem em países onde o envelhecimento populacional ocorreu mais cedo, como os Estados Unidos, o Canadá e diversas nações europeias. Diferentemente de instituições tradicionais de cuidado ou casas de repouso, esse modelo de moradia é voltado principalmente a pessoas autônomas, geralmente acima dos 60 anos, que desejam viver com mais conforto, segurança e oportunidades de convivência.
Na prática, o senior living combina apartamentos independentes com serviços opcionais, atividades físicas e culturais, alimentação equilibrada e ambientes projetados para estimular a interação social e o bem-estar. O objetivo é prolongar a autonomia funcional e reduzir os fatores associados ao isolamento social, um dos principais desafios da longevidade contemporânea.
Estudos internacionais indicam que ambientes estruturados para a vida ativa podem ampliar o período de autonomia funcional por até cinco anos, além de contribuir para uma melhor saúde física e emocional.
Um modelo alinhado à nova realidade demográfica
Com o crescimento da população 60+ e sua participação cada vez mais ativa na vida econômica, cultural e social do país, surge um novo perfil de envelhecimento. Trata-se de um público que busca manter independência, vínculos e qualidade de vida, sem abrir mão de suporte quando necessário.
O LOMA foi estruturado a partir dessa lógica e organiza-se em três pilares centrais: convivência, estímulos contínuos e apoio sob demanda. A rotina, construída pelo morado com o apoio de uma equipe multidisciplinar, pode incluir alimentação equilibrada, atividades físicas, experiências culturais e espaços de encontro, fortalecendo a vida comunitária.
As áreas comuns, jardins e áreas verdes foram desenhados para estimular circulação e interação e se conectam ao urbanismo caminhável da Pedra Branca, onde serviços, comércio e lazer estão a poucos minutos de distância a pé. Quando necessário, equipes especializadas oferecem suporte leve e individualizado, mantendo a autonomia como princípio central. “Não se trata de afastar o idoso do convívio, nem de colocá-lo em um modelo tradicional de cuidado. A proposta é criar uma nova forma de morar, com liberdade, conforto e tudo o que é necessário para envelhecer com saúde e pertencimento”, afirma Renata Stringhini, cofundadora da DOM Senior Living e idealizadora do LOMA.
Um mercado em transformação
A busca por soluções habitacionais voltadas à longevidade cresce em ritmo acelerado no Brasil. Santa Catarina reúne características que favorecem esse movimento: é o estado com a maior expectativa de vida do país, possui uma forte cultura de vida ativa e apresenta um ambiente urbano cada vez mais atento à qualidade de vida.
Segundo Paula Lunardelli Guimarães, cofundadora da DOM Senior Living, o interesse do público confirma essa tendência. “Mesmo antes da conclusão das obras, já havia grande procura e contratos firmados. Os idosos autônomos representam praticamente a integridade desta demanda e entendem que é hoje que se constrói um futuro com maior qualidade de vida. Buscamos as melhores referências no exterior para aplicar modelos bem-sucedidos no nosso projeto. Vale destacar que, nos Estados Unidos, por exemplo, há o dobro de idosos do que no Brasil, mas o mercado de Senior Living é 300x maior do que o do Brasil”, destaca Paula.
Para Renata Stringhini, o avanço desse modelo é resultado de uma mudança estrutural no país, acompanhada de uma transformação demográfica profunda. “O Brasil vive hoje o mesmo movimento demográfico que os países que já consolidaram o senior living. Santa Catarina, com sua alta expectativa de vida, reúne condições ideais para que esse modelo cresça. A Pedra Branca, com seu urbanismo humano e orientado à convivência, oferece o ambiente perfeito para essa nova forma de morar, com autonomia, comunidade e qualidade de vida”, conclui.

